Casa do Barão de Vassouras será reconstruída
Cerca de um ano depois de começar a ruir, a Casa do Barão de Vassouras, ganha esperanças de, em breve, voltar a ostentar a riqueza de sua história. O prefeito Renan Vinícius (PSB) afirma que este ano será liberada uma verba federal de R$ 250 mil e a prefeitura, em contrapartida, vai investir outros R$ 70 mil na recuperação do patrimônio. O montante vai tirar do papel o projeto da prefeitura, já aprovado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Segundo o político, a ideia é começar as obras de reforço em maio.
- Assim que assumimos colocamos tapumes em volta da Casa do Barão de Vassouras. A Casa chegou a um ponto insustentável. Nosso projeto está pronto e vamos começar as obras para reforçar a estrutura e reconstruir o telhado - conta Vinícius.
Esse é o primeiro passo para o desenvolvimento de outro projeto: transformar o espaço em um Centro Cultural.
- Ainda estamos trabalhando no projeto que vai tornar o espço funcional. Vamos tentar verbas com o Ministério da Cultura e com a iniciativa privada - adianta o prefeito.
- O Iphan trabalha para recuperar alguns imóveis em que o proprietário não tem condições de fazer. A Casa do Barão de Vassouras está sendo feito pela prefeitura e estamos tentando fazer isso com o asilo - conta Isabel.A arquiteta do escritório do Iphan em Vassouras, Isabel Rocha (na foto acima), elogia o projeto da prefeitura. Ela conta que os técnicos do instituto trabalham ainda para salvar o prédio do Asilo Barão do Amparo, que pegou fogo em fevereiro e atendia cerca de 100 idosos. A tragédia não foi maior, pois os idosos haviam sido transferidos do asilo quatro meses antes, após o Iphan constatar que o prédio estava em péssimas condições de conservação e solicitar a transferência dos moradores.
O prédio do asilo conta um pouco da história da cidade. Ele foi erguido em 1853 para ser o Hospital da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Vassouras, o primeiro da cidade. Toda a obra foi bancada por Pedro Corrêa e Castro, o Barão de Tinguá, que durante anos viveu com "Negra Laura", uma escrava que fora de sua mãe e lhe deu cinco filhos.
Em 1930, a sobrinha neta do Barão, Eufrázia Teixeira Leite faleceu deixando parte de sua fortuna para a Santa Casa de Vassouras. As irmãs, então, construíram o Hospital Eufrázia Texeira Leite e o prédio de 1853 foi transformado em asilo. Hoje, todo o prédio é um grande amontoado de tijolos e madeira.
- Estamos trabalhando para reconstruir o asilo. Os idosos foram transferidos para outros locais, mas eles querem voltar para lá - conta Isabel Rocha.